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Engenho dos Erasmos vai ficar mais próximo do grande público
O auditório e o centro de pesquisa serão construídos nas proximidades do Patrimônio e ampliarão a esfera de alcance no campo da divulgação e da pesquisa científica, que terá uma "base avançada"


"O Engenho sempre foi e continuará sendo um sítio arqueológico. A intenção não é restaurá-lo. O que queremos é difundir a importância do patrimônio histórico e ter um núcleo de pesquisas permanente"

O Engenho dos Erasmos, um dos três mais antigos engenhos de cana-de-açúcar do Brasil, oferecerá a seus visitantes um auditório e um museu para ampliar sua divulgação. Localizado na Baixada Santista, o terreno pertence à USP desde 1955. Está sendo recuperado a partir de um projeto do professor Júlio Roberto Katinski, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

A iniciativa tem o apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU). As mudanças na área começaram em 1995 e entram agora em nova fase. "Precisamos de verbas para construir as futuras instalações nas proximidades do Engenho", explica Maria Cecília França Lourenço, professora da FAU e atual curadora do patrimônio.

Desde a aquisição do Engenho pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, muitos estudos já foram feitos no terreno, em diversas áreas de pesquisa. Dentre elas, arqueologia, geografia, história, investigação geológica e ecologia. O projeto prevê a manutenção dessa "possibilidade interdisciplinar", com a instalação de um centro de pesquisas.

A nova fase prevê, além da construção de um auditório e um museu - que iria expor de forma educativa a história do Engenho de São Jorge dos Erasmos e trabalhos arqueológicos realizados - está previsto um laboratório, para analisar o material coletado em campo.

Segundo o professor Katinski, ainda há muito o que descobrir sobre a história do Patrimônio. "O que se sabe é que ele é quinhentista, datado da metade do século XVI e que pertenceu a Martin Afonso de Souza, proprietário da Capitania Hereditária de São Vicente". Ele explica que estas conclusões podem ser tiradas pela arquitetura, pois a construção utiliza técnicas portuguesas medievais.

Projeto para o Erasmos
O trabalho de recuperação do Engenho teve início na gestão do reitor Flávio Fava de Moraes - de 1994 a 1998. Sob a coordenação do arquiteto e professor Júlio Katinski, o projeto teve três frentes: a consolidação das ruínas, que incluíram um plano de drenagem da área, divulgação do Patrimônio e pesquisa científica.

Hoje diversas áreas atuam no sentido de concretizar o projeto original. Elaine Hirata, arqueóloga do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP desenvolve um programa educacional junto às escolas locais. "É um importante trabalho educativo, que promove visitas ao Engenho e amplia à comunidade a consciência sobre o patrimônio histórico", ressalta Katinski.

O Engenho será uma base avançada da PRCEU. Segundo o arquiteto, a idéia é que o local se torne um centro de pesquisas da Baixada Santista, para todas as áreas interessadas. "O Engenho sempre foi e continuará sendo um sítio arqueológico. A intenção não é restaurá-lo", explica Maria Cecília. "O que queremos é difundir a importância do patrimônio histórico e ter um núcleo de pesquisas permanente."

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 Uma história contada pelos PORTUGUESES:
 (Engenho de S.Jorge dos Erasmos)
Naquela mesma época que nossos avós naufragaram no mar de Santos, outro antepassado exercia grande comércio entre Portugal e Flandes (Bélgica e parte da Alemanha). Esse nosso avô se chamava Martim Lem, filho de Willem Lem e Clair Van Beernem. Esse flamengo acabara por se unir a uma portuguesa, Leonor Rodrigues, e deu início dos Lems, que depois virou Leme e Lemes.
As razões de Martim Lem, depois seu filho Martim Lems, não foram as mesmas da nossa avó Júlia da Ilha do Faial nos Açores. Esses Lems procuraram Portugual, Ilha da Madeira e Brasil por razões puramente econômicas. Eles se tornaram grandes produtores de açúcar e para isso acabaram por adquirir um engenho já instalado em São Vicente por patrícios dos seus avós, o “Engenho dos Erasmos”. Essa unidade industrial, ou o que restou dela, hoje está abandonada naquela cidade, sem merecer das autoridades nenhuma atenção.
Esse é mais um fato ligado a nossa existência. Se não fosse o comercio dos Lem com Portugal, sua instalação na Ilha da Madeira, depois a vinda dos descendentes para nosso país, nós não existiríamos. Nem a Rainha da Suécia existiria.
Ao voltar ao nosso tempo, descobrimos outros fatos que deram na existência de cada um de nós e de nossos filhos. Pense bem!...
Uma neta de Júlia se casara com um neto de uma trineta de Martim Lems (filho de Martim Lem). Várias de suas filhas se casaram com outros descendentes do mesmo flamengo e nasceram daí os nossos trisavôs que numa união sucessiva, inclusive entre primos, deram origem aos nossos avós “Silva Lemes” que chegamos conhecer.
Mas a história não termina aí.
Estevão Horácio do Prado, já casado com Maria do Carmo de Rezende, cansado da vida dura e sem futuro do lugar onde viviam, procurou Cambuquira, aquela nova cidade do começo do Século XX que despontava com amplas chances para quem chegava. Assim, minha mãe nasceu aqui e conheceu meu pai.
E histórias aconteceram. Chegaram, os “Ponzo”, Möller, “Manes”, “Feix”, “Cattapreta”, “Mira”, “Pagani”, “Pierrotti”, “Ferroni”, “Kalil” e outro tantos imigrantes que de acabaram por se unir aos descendentes de Júlia, de Martim, de Rosa, de Manuel, de Henrique, de Felipa, de Bárbara, ..................
Postado por silva lemes às 14:03 0 comentários
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FOTOS TIRADAS PELO SITE DA ZONA NOROESTE EM MAIO E 2010.
Hoje o Engenho dos Erasmos é uma referência Turística que precisa ser tratada com muito mais carinho pela Prefeitura de Santos. O Engenho dos Erasmos como se vê em fotos é totalmente sem dúvida nenhuma uma das maiores e melhores belezas naturais da Baixada Santista. Existindo um ar de mistérios e ao mesmo tempo paz.
É verdadeiramente místico e deslumbrante quando se está no local. É histórico! Funcionários que trabalham lá sorridentes, prestativos e Educados, trabalham com entusiasmo.
ENGENHO DOS ERASMOS é a maior RIQUEZA VIVA na Zona Noroeste.
Bela, Bonita, Envolvente, Histórico... Sem palavras...
O site da Zona Noroeste destaca o Professor e Biólogo André Muller de Mello. Este por sua vez tem feito um trabalho duro e persistente para que isso fora ser realizado. Esse trabalho foi realizado nesses últimos 3 anos.

 
As Ruínas do Engenho São Jorge dos Erasmos é um monumento Nacional e administrado pela USP.

O Engenho fica aberto todos os dias dás 9:00 às 16:00 -R. Alan Ciber Pinto, 96 l Vila São Jorge 1 04301-904 l Santos l SP
tel.: (13) 3203-3901